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O JEITINHO BRASILEIRO AGORA FALA INGLÊS: FRAUDES NA HABILITAÇÃO MOSTRAM QUE O PROBLEMA NÃO É CULTURAL, É HUMANO

O JEITINHO BRASILEIRO AGORA FALA INGLÊS: FRAUDES NA HABILITAÇÃO MOSTRAM QUE O PROBLEMA NÃO É CULTURAL, É HUMANO


No Brasil, a fama do jeitinho é quase patrimônio cultural: desde pequenas “ajudinhas” para arrancar uma assinatura até aquelas malandragens em serviços e filas, há quem veja no jeitinho uma arte de driblar regras e conquistar vantagens. Seja criticado ou celebrado, ele ocupa um lugar tão peculiar na nossa imaginação que já virou tema de piadas, memes e debates sobre ética social.



Curiosamente, uma situação muito parecida, embora em outro contexto, está acontecendo do outro lado do mundo, no Reino Unido. Lá, a busca pela tão sonhada carteira de motorista tem virado um cenário inusitado de “criações alternativas”. Com uma fila de espera que chega a cinco meses para marcar exames teóricos e práticos, gente desesperada para dirigir tem recorrido a métodos, digamos, criativos: usar fones Bluetooth conectados a celulares escondidos, contratar impostores para fazer a prova no lugar do candidato ou até implorar por atalhos que burlam controles oficiais. No último ano, o número de tentativas de trapaça registradas aumentou quase 50%, incluindo centenas de casos de pessoas tentando enganar a fiscalização para passar no exame.


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O que era para ser uma medida de segurança e competência, garantir que quem pega o volante esteja preparado, virou um verdadeiro campo de gambiarras high-tech e esquemas de improviso, muito à semelhança do estereótipo do “jeitinho” tupiniquim. Só que, em vez de um conserto de última hora no serviço, o que está em jogo é a segurança nas ruas e o risco de condutores sem preparo real estarem circulando entre carros e pedestres.


No fim das contas, tanto no Brasil quanto no Reino Unido, as trapaças, sejam elas telefônicas, humanas ou burocráticas, revelam uma mesma paisagem: quando o sistema parece difícil demais, caro demais ou exaustivamente burocrático, há sempre quem tente achar um atalho. A ironia? No Reino Unido, depois de tanta tecnologia, bots, impostores e esquemas criativos, o jeitinho migrou oficialmente para o cardápio de métodos menos “aceitáveis” e, pasme, agora precisa ser combatido com… regulamentos ainda mais rígidos. Go figure.



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