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LOGÍSTICA URBANA E SEUS IMPACTOS PARA A MOBILIDADE

LOGÍSTICA URBANA

Enquanto trabalhava na organização do IV Nuitran Debates, evento online que visava debater sobre “Os Desafios da Logística Urbana para a Mobilidade Humana”, o colega André Rabello, da mesa ao lado à minha, comentava sobre a escolha do tema que, confesso, apresentava-se, até então, completamente novo para mim.



Com o crescimento desordenado da população nos grandes centros urbanos e, principalmente, com o crescimento do comercio eletrônico, cresce também a demanda por entregas nesses espaços cada vez mais congestionados. Por isso, discussões sobre o tema têm se mostrado cada vez mais necessárias.


Para contornar essa problemática, algumas empresas, como a Amazon, têm se destacado através de inovações, como Armazéns urbanos, instalações menores com melhor localização, permitindo assim que a distribuição seja mais ágil e rápida; Pontos de retirada, como os sistemas de “compre online e retire na loja”, e as opções de armários em espaços públicos e chaves inteligentes em casas e carros; Transporte alternativo, alguns países já utilizam o auxílio de “transportes limpos” para pequenas entregas nas áreas urbanas, veículos menores que apresentam melhor mobilidade na cidade, além de serem mais econômicos, como bicicleta, patinetes e agora os drones; Entregas em horários alternativos, como em horário noturno, no qual encontra-se mais pessoas em casa e o trânsito nesse horário é mais tranquilo e; Tecnologias da logística 4.0, por serem capazes de grande armazenagem de dados e prever demandas, estas tecnologias têm otimizado rotas, tempo e eficiência dos transportes e entregas.


Recentemente já mencionei em outro artigo o quanto essa mesma tecnologia poderia nos auxiliar se aplicada ao transporte público. Mas, voltando à conversa com meu colega sobre o tema, em se tratando de tecnologia, não pude negar que, quando penso em tecnologia aplicada à logística, a primeira imagem que me vem à mente é a de uma cena como essa que compartilhei nas minhas redes sociais há alguns dias:



Confesso que, mesmo sem conhecer o tema e suas definições, já refletia sobre essas questões há algum tempo. E se esse tipo de tecnologia fosse, de alguma forma, aplicada às cidades? Se a configuração urbana já previsse espaços para o escoamento de mercadorias? Se houvesse algum tipo de duto ou túnel que permitisse entregas automatizadas diretamente para cada residência?


E enquanto sou invadido por essa enxurrada de pensamentos, uma ideia brota a partir do termo “automatizadas”. Classificado como um transporte da categoria APM (Automated People Mover), o Aeromóvel é um meio de transporte não-convencional devido ao fato de sua operação ser totalmente automatizada. E se substituíssemos da sigla APM o “P” de People, por um “P” de Products? Mas seria o Aeromóvel um meio de transporte exclusivo para passageiros ou seria possível utilizá-lo também para o transporte de cargas?


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Para sanar essa dúvida, nada melhor que buscar quem mais entende do assunto. Saquei o celular e enviei uma mensagem ao amigo Marcus Coester, CEO da empresa e filho do saudoso Oskar Coester, inventor da tecnologia. Expliquei sobre a minha dúvida e ele, prontamente, respondeu que o Aeromóvel está apto para o transporte de cargas sim. Porém, cargas leves como containers. Para granéis e minério seria preciso estudar a economicidade. Justamente o que eu tinha em mente. Ele ainda complementou, contando que na África fora feito um estudo para utilização para a coleta de lixo durante a noite.



Chegado o dia do evento, comentei sobre minha ideia e questionei sobre a possibilidade (ou intenção) de utilização dessa tecnologia para o transporte pela gestão municipal, seja de carga, seja de passageiros. A resposta que obtive do Coordenador de Assuntos Estratégicos da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, responsável por temas como Plano de Segurança Viária Sustentável e Projeto Hidroviário, foi que, em algum momento, se cogitou uma linha do Aeromóvel para o transporte de passageiros, mas nunca para cargas. No entanto, tal proposta não obteve a apreciação da gestão.


Não consigo pensar em opções, seja para o transporte de cargas ou de passageiros, mais seguras e sustentáveis que o Aeromóvel no momento. Mas, há certas decisões que fogem ao nosso entendimento e alcance político. É mais provável que, antes de vermos essa tecnologia se estabelecer na cidade, para além dos 900 metros que ligam o Aeroporto Salgado Filho à estação do Trensurb, construam até mesmo uma linha do Hyperloop! Mais uma da série “santo de casa não faz milagre“…


 

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