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COM LICENÇA... Quero FURAR a FILA (você permite?!)




Sou testemunha que sombrios e antigos problemas da sociedade têm suas sequelas na fila do ônibus. Aguardar a “condução” pode ser aquele estágio que concede a qualquer cidadão o diploma para tornar-se um exímio “sem educação”. (e você recebe essa graduação simplesmente saboreando os diversos momentos de espera aos quais você fica exposto no cotidiano) Com certeza, sem intermediários – e sem esforços -, reconhecemos a “falta de limites”, que determinados usuários praticam, naquele laboratório social único. (saiba que toda aquela “fuligem atitudinal” é conseguida “malandramente” por esses violadores) Assim, você tem de romper as fronteiras da compreensão, para os acontecimentos não permanecerem na seara dos “sem sentido” e dos “mistérios”. (alguns diriam também na seara da “degradação”) No entanto, alguns com longa experiência nas “filas de ônibus” insistem em dizer naturalmente - após tanta espera resignada -, que acabaram acostumando-se também com os “furadores” de fila. Uma das razões para aceitar esse “atrevimento” é muito simples: “Não querem se incomodar”. A outra, é que igualmente praticam seus “deslizes” de vez em quando - e assim ficam “elas por elas”. (entenderam?!)

Estas atitudes distorcidas foram criadas ao longo de gerações e não irão desaparecer de um dia para outro. Uma observação importante aos iniciantes, em forma de questionamento, por que não dar uma de justiceiro neste local minado e tentar drenar de maneira mais “resistente” essas atitudes quando elas ocorrerem? (bem, pois a aparente quietude pode repentinamente transformar-se em tremendo “tsunami” – só isso!) Então, juntando moderadamente o insulto à injúria, o recomendável é que você traduza e avalie tudo de modo mais inteligente, permanecendo pacientemente a esperar o seu ônibus, sem nada dizer. (como “vaca de presépio”) Quando houver oportunidade, que você então absorva a atitude da maioria, e ultrapasse os idosos e as pessoas com deficiência e assegure o melhor lugar para você... (é claro, se o conseguir antes daqueles já treinados nesta traquinagem) E se conseguir sentar-se, vá desfrutando da viagem, com orgulho e altivez, pois você certamente o conquistou bravamente e indecentemente. (sim, você escolheu um falso caminho que nunca pode levar todos a uma verdadeira solução para o problema) As paradas de ônibus são lugares que não se sabe de quem é a preferência, pois parece que todos têm prioridade... (legítima e verdadeira agressão à dignidade) Mas desejaria àqueles a quem é ofertado o poder de decisão sobre o transporte público, que desfrutassem do ônibus pelo menos uma vez na semana... No horário de “pico”... (preferencialmente) Não só para experimentar a falta de educação das pessoas, como também a falta de consideração do poder público para com a sociedade. (creio que não teríamos tanta crueldade e desrespeito ao cidadão que depende deste meio de deslocamento) Experiência própria... Quando por felicidade sou obrigado a transitar de ônibus, sinto-me tratado como se fosse “bovino”. E nessas horas gostaria de dispor mais coragem e organizar uma rebelião... (mas opto pela civilidade contida ficando com “resignação” amarga e triste) E olhando para o alto, representa que há interesse das prefeituras e dos governos dos estados que o transporte coletivo seja simplesmente uma atividade bastante lucrativa... (e “ponto final”) E assim forças de oposição ao “bem” permanecem fortes, procurando preservar o “momento” e erradicar os avanços desejados, mantendo um setor político descontínuo e omisso. Concessões duvidosas, o medo de perder patrocinadores, mídia ausente e a população na maioria “sem educação” ou “mal-educada” completa essa insípida “sopa” da falta de avanço social. É preciso exigir que o poder público invista no planejamento urbano e em melhorias concretas da infraestrutura viária nas cidades, priorizando assim o transporte coletivo. Dizem que é muito importante conscientizar as pessoas e promover uma mudança de cultura, convencendo a deixar o carro - para aqueles que o tem - em casa e usar o transporte público. Mas não temos estruturas adequadas para que esta troca ocorra... (e assim giramos 360° e voltamos sempre à estaca “zero”) Vivemos uma lógica opressiva dentro das cidades... ...cidades com sistema de mobilidade urbana antigo, poluidor, doente e caótico... ...e assim chegamos ao “gran finale”: - O transporte público, não é público. Enquanto os gestores responsáveis, não iniciam a cumprir de fato as suas promessas neste setor, não vislumbro mudanças. (que o interesse seja o de buscar falar para todas as pessoas e não apenas para os interesses de poucos) Devemos gritar que o cidadão está exausto dessas frases e promessas tipo “folha de parreira”. (usadas para cobrir exclusivamente a nudez dos reais objetivos) Temos de colocar o ato político leviano na câmara de tortura e obrigá-lo a testemunhar até contra ele mesmo, a fim de que possamos controlá-lo para atingir objetivos mais coletivos. Não são leis e atitudes rigorosas que nos faltam, mas sim sua aplicação... Estamos cansados daquele velho ciclo conhecido: partidos, convenções, campanhas, propagandas, bottons, bandeiras, discursos, mentiras e eleições... (e a realização das promessas, quando virão?) Os governantes deveriam estar dedicados mais a controlar e resolver os problemas urbanos do que governar os cidadãos. Estamos rodeados de políticos que dispõe de um impressionante conhecimento superficial de muitas coisas, e o domínio de nenhuma... ...e em todas elas, falando com a eloquência de um amador. (estão sempre cometendo erros que não poderiam cometer) Os gestores públicos são servos do “soberano” ou do Estado, da fama e de seus negócios, de modo que não possuem liberdade, nem pessoal, nem de seus atos e nem de seu tempo. (e dessa forma avançam com suas quatro virtudes: trapacear, mentir, lisonjear e atrever-se) E assim, a cada cidadão resta seguir como “malabarista” aprendendo a ficar confortável com a desordem! Bem, devo parar por aqui, antes que a esperança da sociedade mais coletiva caia... ...tal como o reboco malfeito que sai da parede com ele revestida. (o que pode criar insatisfações de proporções épicas) Sou otimista e espero que em breve, brote a moderna política e os novos políticos, pois não estou mais disposto a suportar tanta dor para evitar a mudança. E você está?


 

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